Os consumidores, ao adquirirem um produto, buscam qualidade e referência no mercado. Por isso, ter uma marca que se destaca pela credibilidade no que faz é o pontapé inicial para que seu empreendimento tenha sucesso. E isso é válido inclusive para cooperativas, especialmente porque elas são compostas por diversos produtores, e, por isso, precisam se alinhar para obter um padrão no que é disponibilizado.

Há 11 anos, a Central de Cooperativa de Cajucultores do Estado do Piauí (Cocajupi), localizada no município de Picos, região Centro-Sul do Estado, vem se destacando no mercado com a produção de castanha de caju e cajuína. Produtos tipicamente nordestinos e que ganharam ainda mais respaldo no mercado após o registro de marca da Cooperativa.

Com apenas quatro anos atuando no mercado, a Cocajupi já exportava produtos comercializados no Piauí para outros Estados. Composta por três cooperativas singulares, a expectativa é expandir e agregar mais duas cooperativas.

E esse crescimento, segundo Jocibel Belchior Bezerra, diretor presidente da Cocajupi, deve-se aos esforços dos produtores, mas também à valorização da marca, que veio por meio do registro obtido pela cooperativa.

“A importância de fazer o registro de marca para a cooperativa foi muito grande, pois deu credibilidade. Quem está comprando a Cocajupi sabe que é uma marca registrada, e não conseguimos um registro por acaso, tem todo um trabalho por trás. Além de nos dar credibilidade, também impede que outra pessoa venha a registrar a nossa marca. Uma vez que temos produtos de qualidade, corríamos risco de que alguém se aproveitasse da nossa excelência para registrar e se apropriar da marca, então saímos na frente. Agora queremos ganhar cada vez mais o mercado”, disse.

Acompanhamento profissional

Jocibel Belchior lembra que buscar uma empresa especializada fez toda a diferença para conseguir o registro de marca da cooperativa com segurança. De acordo com ele, ter uma equipe acompanhando e orientando durante todo o processo agilizou para que o trâmite ocorresse sem intercorrências.

Jocibel Belchior – Foto: Governo do Estado

“Buscamos a Companhia das Marcas para que pudéssemos obter o registro porque tinha que ser alguém que conhecesse o processo. Vi na empresa um trabalho muito sério, onde tínhamos retorno sempre que havia alguma novidade, e para a nossa felicidade conseguimos o registro. Temos muito o que agradecer à empresa por nos proporcionar este momento”, destaca o diretor presidente da Cocajupi.

Como registrar a marca de uma cooperativa?

Como pudemos ver, registrar a marca de uma cooperativa é muito importante, especialmente por dar credibilidade ao que é comercializado. Mas, como fazer esse processo? Será que existe alguma diferença entre o registro de uma cooperativa para uma empresa privada?

Segundo o publicitário Arimatéia Quinto, a única diferença encontra-se na finalidade das atividades exercidas por uma cooperativa, se comparada a uma empresa comum, como Microempreendedor Individual, Microempresa ou Empresa de Pequeno Porte.

“Uma cooperativa torna-se ponto de apoio estratégico importante, tanto no que trata do uso da marca utilizada quanto da própria organização de representação de um grupo de pessoas, característico das cooperativas. Uma vantagem é que as cooperativas possuem descontos especiais perante o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), autarquia federal responsável em acolher e regular os pedidos de marcas e patentes no Brasil, em relação aos valores dos serviços cobrados”, explica.

Garantir o registro de marca traz à cooperativa algumas vantagens. Uma delas se refere ao reconhecimento dos cooperados como uma marca única e exclusiva em sua área de atuação, dentre outras cooperativas. Isso faz com que as demais não possam utilizar o mesmo nome para registrar produtos ou serviços da cooperativa que possui marca registrada.

“Além disso, com o registro da marca, a cooperativa poderá permitir, se for o caso, que terceiros utilizem a marca mediante pagamento por licenciamento, algo bastante comum entre empresas que detém de produtos com alto padrão de qualidade e que atrai outras empresas a utilizarem a marca que se torna sinônimo de qualidade e boa procedência. Além disso, indica para o consumidor que o fabricante ou prestador de serviço pertence à determinada entidade representativa”, pontua Arimatéia Quinto.

O publicitário lembra ainda que o registro da marca possui o prazo de 10 anos de vigência, podendo ser renovado por igual período enquanto for de interesse da cooperativa titular da marca no INPI.

Vantagens de registrar uma marca no INPI

A credibilidade de uma marca está ligada, não somente à qualidade do produto ou serviço oferecido, mas também ao reconhecimento que ela tem no mercado. Para isso, é preciso que ela seja lembrada pelos consumidores e é aí que entra o registro da marca.

Esse registro garante, além do uso exclusivo do nome em todo território nacional, que esse produto ou serviço se destaque entre os demais concorrentes. Além disso, o registro garante que ninguém faça uso desse nome ou marca sem autorização, o que evita plágio e cópias.

Ter sua identidade registrada no mercado proporciona o reconhecimento dos consumidores, gerando mais engajamento e claro, retorno financeiro.

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