É sabido que uma marca precisa estar preparada para toda e qualquer adversidade. Mas, e quando algo acontece e não se sabe o caminho a tomar? Quais as soluções técnicas? Por onde começar? Nessas horas, ter o acompanhamento de uma empresa especializada faz muita diferença. Todo empreendimento precisa ter estratégias de negócios, e, uma delas, diz respeito à gestão de Propriedade Intelectual.

Os trâmites de proteção de propriedades intelectuais possuem peculiaridades, detalhes de legislação, aspectos técnicos e do próprio processo em si, que envolvem conceitos e informações que não são tão simples ou conhecidas do dia a dia pela grande maioria dos empreendedores. Por isso, é importante ter uma empresa especializada para acompanhar esse processo e dar todo o suporte necessário caso ocorra algum contratempo.

A contadora e mestre em Propriedade Intelectual, Maria Rebello, comenta que as empresas especializadas em gestão de Propriedade Intelectual acompanham todos os processos de uma marca, como registro que são concedidos, exigências feitas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), entre outros.

“Uma marca contrata uma empresa especializada porque ela já conhece esses processos, sabe os trâmites e documentos necessários e o que a legislação exige para protocolar esses pedidos e acompanhar esse processo, como estar atento aos prazos de renovação e pagamento de taxas, responder eventual pedido de caducidade, pedido de nulidade, entre outros. Ou seja, caso essa marca não tenha um escritório acompanhando, esses processos podem passar despercebidos e a empresa chegar a ter seus registros extintos ou arquivados”, argumenta.

Mais do que isso, uma empresa especializada em gestão de Propriedade Intelectual tem como intuito ajudar e orientar os empreendedores, seja pessoa física ou jurídica, a manter essas proteções garantidas e resguardadas, o que exige monitoramento constante. E para dar esse suporte, a empresa precisa conhecer a fundo seu cliente e a marca que irá acompanhar. Por isso, conversar com o empreendedor e entender suas necessidades é o primeiro passo para firmar uma parceria.

“Sempre que o cliente traz um produto ou serviço novo que ele criou e que deseja registrar a marca, também orientamos sobre as outras propriedades intelectuais que podem ser registradas. Às vezes, o empreendedor deseja registrar uma marca, mas é possível registrar outros direitos autorais, como o de autor, um desenho industrial, uma patente ou outras proteções, e é isso que a empresa que trabalha com propriedade intelectual vai analisar”, explica a contadora.

Maria Rebello ressalta que, mesmo o empreendedor não fazendo ou desejando registrar outras proteções naquele momento, é de responsabilidade do profissional de Propriedade Intelectual informar sobre as possibilidades às quais ele tem acesso.

“Nós identificarmos quais são esses bens intelectuais disponíveis conversando com os clientes; ele explicando como foi feito o processo de desenvolvimento daquele bem; como teve as ideias; como será exposto e vendido no mercado; se cabe um registro de domínio, entre outros fatores que podem resguardá-lo de problemas futuros”, alerta.

E é nessas horas que o profissional de Propriedade Intelectual deve apresentar estratégias de proteção para cada empresa, de acordo com seu perfil de mercado. Isso significa dizer que ele deve considerar, não somente o que a empresa faz no momento, mas o que ela pretende ofertar a curto, médio e longo prazo, de modo que, quando esse produto e/ou serviço for disponibilizado no mercado, já esteja com propriedades intelectuais protegidas.

Se a empresa está desenvolvendo uma marca, produto ou serviço para ser comercializado no Brasil, mas pensa em expandir para outros países daqui alguns anos, então é necessário fazer essas proteções nesses outros países também, vez que a proteção de propriedade intelectual, na maioria das vezes, é em território nacional. É preciso conversar com o empresário e conhecer o que ele pretende desenvolver; que outras áreas pretende expandir; quais proteções cabem agora e o que ele visa no futuro. Assim, são traçadas as estratégias, avaliando o que é viável agora, o que pode ser feito mais a frente, e, em cima dessas prioridades, definir as estratégias de proteção”, complementa a especialista.

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