Há seis anos, nasceu a Coxinha no Cone, uma empresa com produto único em Teresina, que conquistou o mercado e o paladar dos teresinenses. A ideia surgiu do empresário Heldo Almendra, em 2015, mas tudo teve início um ano antes, quando ele tinha apenas 19 anos.

Vindo de uma família que trabalhou a vida inteira com salgados, Heldo cresceu na cozinha, acompanhando os pais nos negócios. Eles vendiam lanches para cantinas de algumas escolas, desde a década de 1980. Mas, em 2014, a crise financeira afetou a família, e, devido à dificuldade, eles perderam o empreendimento.

Foi então que Heldo decidiu se aventurar por esse ramo e passou a pesquisar sobre algo que pudesse gerar renda para a família, mas dentro daquilo que eles conheceram a vida toda. Foi então que veio a ideia dos mini salgados. Na época estudante, decidiu prestar vestibular para Administração, o que lhe deu suporte para compreender sobre a parte burocrática, como montar um plano de negócio, custo de máquinas, e, principalmente, como abrir uma empresa.

Também recorreu ao Sebrae (Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas do Piauí), onde recebeu auxílio para elaborar seu plano de negócio e investimento. Afinal, era preciso conhecer o mercado, concorrentes, fornecedores e tantos outros fatores que poderiam fazer seu empreendimento prosperar. 

Durante suas pesquisas, Heldo descobriu uma máquina que fazia mini salgados, no qual era possível produzir em grande quantidade e com baixo custo. Com todas as informações em mãos, era hora de encarar esse desafio. 

“Meu pai estava em uma crise, mas ele apostou nessa ideia e tivemos que vender o carro para comprar a máquina. Fui a São Paulo buscar a máquina e alugamos um ponto na Rua Coelho de Resende. Tivemos algumas barreiras no começo, como o salgado que não estava no ponto que queríamos, mas fomos testando, aprimorando, trouxemos profissionais para ajudar, desenvolvemos o cardápio, nome, logo, criamos o marketing, contamos com pessoas que nos ajudaram nesse primeiro ano”, conta Heldo Almendra. 

A primeira unidade da Coxinha no Cone foi inaugurada no dia 23 de março de 2015, e contou inicialmente com os familiares e ex-funcionários do pai de Heldo, que trabalhavam com ele em suas cantinas. Hoje, a marca conta com nove unidades espalhadas por Teresina e Timon (MA).

Conhecimento abrindo portas

Alcançar o sucesso e reconhecimento que a Coxinha do Cone tem hoje não foi algo simples, muito menos do dia para a noite. Foi necessário um ano de estudo, pesquisa e muito preparo. E, mesmo consolidada no mercado, os desafios não param.

“O conhecimento foi a chave para chegarmos aonde estamos hoje. Conhecer o processo, como funciona uma empresa, trazer pessoas para ajudar no negócio e a expandir. Abrimos nossa segunda unidade depois de um ano de empresa, porque estávamos conhecendo o negócio e aprendendo. Depois disso, abrimos outras unidades e fomos crescendo até chegar ao shopping center e em Timon (MA). Temos planos para expandir para outros municípios, como o litoral piauiense, na região Norte do Estado”, adianta o empresário.

Registro de marca

Certamente você já deve ter ouvido falar ou visto a Coxinha do Cone em algum bairro de Teresina, certo? Esse nome tão característico que representa a marca levou quase quatro anos para ser registrado junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). Um processo que chegou a deixar o empresário Heldo Almendra temeroso e com receio de perder sua ideia, tão criativa, única e que demandou tantos esforços e recursos.

“Quando eu desenvolvi o negócio já veio na minha cabeça a Coxinha no Cone, porque remete ao produto em si que estamos ofertando: coxinhas sendo vendidas no cone. Criamos o nome, logo, e passamos um ano sem ter contato com o INPI. Algumas empresas deram entrada para solicitar a marca, e, nesse intervalo de tempo, conhecemos a Companhia das Marcas, que prestou assessoria e nos acalmou, porque ficamos preocupados, com medo de perder a marca que investimos muito dinheiro, tempo e já era forte na cidade”, conta.

Em 2017, foi dado entrada no registro de marca junto ao INPI, que não aprovou o reconhecimento do nome. A Companhia das Marcas recorreu da decisão, e quase quatro anos depois, o empresário conseguiu o registro do seu negócio. Em janeiro de 2021, a Coxinha no Cone foi registrada.

“É essencial registrar a marca, porque depois que você registra no INPI seu negócio tem credibilidade no mercado, você pode comercializar sua marca, interromper os concorrentes de utilizá-la e você cresce melhor e mais seguro”, assegura o empresário.

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