Atualmente, mais do que apenas ter uma marca e oferecer produtos e serviços aos consumidores, uma empresa precisa fazer a diferença no mercado. Pensar na sociedade como um todo, desenvolver e participar de ações que contribuam para a melhoria do social, gera engajamento e tem resposta positiva para esse empreendimento.

Por isso, a empresa deve colocar em prática a responsabilidade social de sua marca e, junto a isso, agregar valor ao produto que é comercializado. Segundo o publicitário Arimatéia Quinto, dessa forma, a empresa mostra preocupação com a sociedade e também assume a responsabilidade em fazer a diferença.

“Isso mostra que a empresa não deixa apenas para o governo tomar essa responsabilidade, ela também quer fazer algo. E claro que isso reflete na maneira como o consumidor enxerga a empresa. Uma marca que tem essa sensibilidade em perceber as necessidades que estão à sua volta e não fica apenas no discurso, mas faz algo de fato, demonstra para o consumidor que ela não é uma empresa comum”, disse.

O publicitário comenta ainda que muitas instituições, especialmente as que desenvolvem trabalhos voluntários, têm pouco conhecimento sobre como registrar sua marca e terminam por não fazer este procedimento. Ele cita o caso da Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa), que vinha tentando há alguns anos registrar a marca, mas não obteve sucesso.

Arimatéia Quinto

“Nós percebíamos que eles estavam tentando registrar a marca, mas não acompanhavam o processo e ele acaba sendo arquivado. Vimos aquilo e decidimos ajudar, porque entendemos a necessidade e sabíamos que isso seria algo importante, principalmente para eles. Hoje, a marca tem registro no INPI e é reconhecida como organização que cuida de animais”, destaca Arimatéia Quinto.

Por isso, é importante que as marcas busquem empresas especializadas para realizar este tipo de procedimento, de forma a evitar prejuízos e agilizar o processo. Arimatéia Quinto frisa que o conhecimento é essencial, sobretudo para quem não domina a plataforma.

“Ter uma empresa que oriente e direcione faz toda a diferença. Quando não tem conhecimento ou não sabe usar essas informações, isso pode gerar erros que causarão prejuízos futuros. Registrar uma marca com um profissional da área é muito mais seguro e ágil”, argumenta o publicitário.

O registro da logo (design) e do nome ‘Apipa’ ocorreu em fevereiro deste ano. Iara Tamyres, vice-presidente da organização, conta que a necessidade surgiu como uma maneira de se resguardar juridicamente de possíveis atitudes que venham a prejudicar a Instituição Não-governamental (ONG), como já ocorreu algumas vezes. 

“Nosso registro de marca foi em parceria com a Companhia das Marcas, tanto a logo como o nome ‘Apipa’, que nos deu essa assessoria de forma voluntária. Nós da Apipa fizemos isso porque temos muita visibilidade, até internacional, e já aconteceu casos de pessoas usarem a marca para se promover ou para algum fim lucrativo e nós não tivemos conhecimento. Então, para nos resguardarmos juridicamente de algo assim, resolvemos registrar”, enfatiza.

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